Abraço 20 Segundos Ocitocina (O poder de um Abraço)

Abraço 20 Segundos Ocitocina (O poder de um Abraço)

O abraço desde muito tempo é conhecido como uma demonstração de carinho entre os seres humanos, Que muita gente gosta de um abraço não é novidade para ninguém. O que poucos sabem, no entanto, é que, quando o gesto dura em torno de 30 segundos, há um efeito terapêutico sobre o corpo e a mente.

A partir do vigésimo segundo aproximadamente no ato de abraçar, começam a acontecer muitas reações bioquímicas no cérebro, e entre elas a mais importante é a liberação de um hormônio chamado ocitocina, conhecido também como “hormônio do Amor”, produzida pelo hipotálamo.
A substância traz uma série de benefícios à saúde física e mental, ajudando-nos, por exemplo, a relaxar e controlar medos e ansiedades.
Vamos dar uma olhada mais de perto nesse tal hormônio do amor…

A mãe e seu bebê. Os primeiros dias de uma nova vida, a descoberta um do outro, um inexplicável sentimento a cada gesto: a liberação de um hormônio que vai acompanhar esse novo ser pela vida afora.

Abraço 20 Segundos Ocitocina

Isso tudo estimula a liberação de ocitocina, que além de estimular as contrações uterinas no parto, tem um papel biológico fundamental no vínculo entre mãe e filho, os maiores picos de liberação de ocitocina é na hora do parto, gerando uma janela de mais ou menos duas horas para se criar um vínculo muito profundo com a criança, e também presente na amamentação.
Já ao longo da vida hoje sabemos que o contato físico é um grande estimulador da produção de ocitocina, e um abraço é mais que um contato físico, é uma demonstração de carinho, e muitos mistérios hoje em dia já estão sendo desvendados, como por exemplo, animais que possuem mais dessa substância tendem a serem mais fiéis em suas relações.
E isso não vale apenas para mães e filhos. Todo e qualquer afeto tem o mesmo efeito. Pode ser entre amigos, parentes, namorados e até mesmo com um bichinho de estimação. Amar faz bem ao coração, a ação da oxitocina provoca a redução dos batimentos cardíacos e diminui a pressão arterial.

As mulheres levam vantagem nessa química. Os hormônios femininos combinados a ocitocina tornam o hormônio ainda mais poderoso, e é em momentos de tensão que ele mostra sua força.
Se você for, por exemplo, a uma consulta médica com um amigo ou sozinho, mas receber uma borrifada de ocitocina antes da consulta, sua reação ao estresse é diminuída. Você libera menos cortisol e adrenalina. A frequência cardíaca também é reduzida, então como não é tão fácil sair por ai com um borrifador de ocitocina, o melhor mesmo é estimular nosso corpo a produzir cada vez mais esse hormônio. Pois estudos recentes também descobriram que ao longo da vida o hormônio não deixa de ser produzido. Que boa noticia, não é mesmo?

É como se cada abraço fosse uma pequena vitória contra o estresse. Na luta diária outros hormônios que nos deixam em estado de alerta perdem a vez.
A ocitocina é um antidoto natural para nossa saúde, uma vez que a ocitocina faz é modificar as fontes de adrenalina e cortisol, tornando essas fontes de menos estimuláveis. Dessa forma, a liberação de adrenalina e cortisol, também conhecido como “hormônio do estresse” se torna reduzida.

Em um abraço também liberamos endorfinas, aqueles mesmos hormônios que se libera após fazer exercícios.
A sensação final é de enorme bem estar. Talvez uma outra forma de pensar sobre a ocitocina e entender os efeitos no corpo, é saber que ocitocina também é liberada no orgasmo.

Mas o abraço para a liberação de ocitocina precisa ser dado com afeto, ou seja, aquele abraço do tipo Mike Tyson, onde você dá uns tapinhas nas costas do outro não vai adiantar muito. Muito menos o abraço a distância onde só os braços tocam e você projeta o corpo para traz, e tampouco o abraço gangorra, que é aquele que você fica indo pra lá e pra cá.
Mas um abraço saudável seria, encostar peito no peito, se abraçar e realmente se aconchegar na sensação gostosa de ser acolhido e acolher por pelo menos 20 segundos.

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